30.9.05

Tchau, Sabris.

29.9.05

Muffins

Muffins, muffins para todos aqui.

(Obrigado, Marcelo)


Querida Porto Alegre, desejo-te boa sorte. Dificilmente a noite de hoje serah superada. Ainda assim, conto com seu esforco. Boa noite. Posted by Picasa

26.9.05

outra historinha lisboeta

- senhor condutor, este auto-carro vai para alcochete?
- para aquém ou para além da igreja?
- não sei, não tenho idéia.
- como não sabes?! tens que saber!
- hm... vou parar na igreja, então. ele vai até a igreja?
- pois.
- e se eu precisar ir além?
- pois vai também.
- muito obrigado.


Trata-se de uma proposta de cardapio: peixe na cachaca com alho poro e tomate cereja e agriao refogado no shoyo. Podemos fazer na Vila Gaucha, aqui em casa ou em outro lugar. Quem topa? Posted by Picasa

25.9.05


Momento recordar eh viver - O carro da Cintia chegou de guincho. Na foto, o visitante Charles e o morador Pilla. Ao fundo, um borrao chamado Marco Piza. Posted by Picasa


Em Porto Alegre se precisa de botas para neve? Aqui tem pra vender. Posted by Picasa


Cena 2 Posted by Picasa

Na pracinha - Cena 1


Histórias lisboetas. De verdade.

1

No Castelo de Belém, para a tiazinha da loja de badulaques:

- Tia, onde vendem pastéis de Belém?
- Em Belém.
- Ah. Mas aqui não vendem não?
- Pois vendem também.

2

Para o garçom:

- Este peixe tem espinhas?
- Ora pois. Todos os peixes tem espinhas.
- Mas e assim, servido, no prato?
- Assim não.

Às vezes

Às vezes, só às vezes, eu queria que as coisas fossem mais simples, mais claras, que as pessoas não se fodessem aos pouquinhos -- porque quando a gente se fode várias vezes seguidas, um mais um é bem mais que dois. A dor (mas também o sorriso) não se soma, se multiplica. Uma pancada depois de outra e de outra é bem mais forte que uma só.
Acho que tem muita gente no mundo precisando somar risos.
Viajei, né?

22.9.05


We've got a city to love

Pára. Pára tudo, porra. Temos o single novo dos Strokes, Juicebox. Temos passagens compradas para Porto Alegre. Temos ingressos para o show dos Strokes. Temos cidades frias para amar. Incrivelmente tudo tem muito a ver. Prazer, eu sou o menino das coincidências, como a Ana bem me definiu. Eu junto pecinhas aleatórias, produzo sentidos falsos.

Com vocês, senhoras e senhores, moças e rapazes, tirem as crianças da sala: The Strokes.

Juicebox

everybody sees me
but it's not that easy
standing in my life fields
standing in a light field
waiting for some action
waiting for some action over

why won't you come over here?

why won't you come over here?
we've got a city to love

why won't you come over here?
we've got a city to love

oh damn good years
you've got? so show me
I know you messed up
when I saw you

you're cold
you're so cold
you're so cold
you're so cold

nobody decieve me
everything's too easy
standing in the life fields
standing in the light field
waiting for some action
waiting for some action she said

why won't you come over here?

why won't you come over here?
we've got a city to love

why won't you come over here?
we've got a city to love

oh down the soul
and I said "set free"
you never chose me
for a while it was nice
but it's time to say goodbye

you're cold
you're so cold
you're so cold
you're so cold

no no no cold
you're so cold
you're so cold
you're so cold

oh no no no no cold
you're so cold
you're so cold
you're so cold

ooooh you should go

* valeu mais uma vez, Rock de Índio.

Já que estamos falando de poesia

You're the reason I'm leaving - a letra.

21.9.05

Meu amigo Gonçalves Dias

Conheci Gonçalves Dias por acaso, na fila do pão. Costumava bater longos papos com ele. Pouco antes de morrer, escreveu uns versos para Pirassununga. São bonitos, delicados. Chegam a emocionar.

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Ôba!

Hoje é meu aniversário de 3 meses de aniversário e aniversário de 3 meses e 1 dia de casa nova!!

Pra comemorar: 9572309271633. - esse é o código da minha passagem pra Porto, iupiiiiiiiiiiii...

só no groove....

O Alexandre Matias é um sujeito bacana que conheço faz uns anos por e-mails e alguns telefonemas e alguma lista de discussão qualquer lá pelos anos 90, eu acho -- lista de discussão hoje é tão velho quanto falar de radioamador ou é só impressão minha?

Ele é esperto, ligado em coisas. Vale sempre passar ali pelo blog dele. Dia desses, ele escreveu sobre Porto Alegre. É sensacional:

"O ar de metrópole se desfaz com a altitude e entre alguns prédios altos perto do centro, mas toda a Cidade Baixa, quase uma Vila do Chaves nas dimensões do Projac, me passam um ar familiar dos tempos em que eu ainda habitava uma clássica vilinha na Vila Mariana com a minha ex-mulher."

E segue:

"A cidade parece de brinquedo, asfalto de Lego, casas de Playmobil desgastadas pelo tempo - assim, é possível entender, sem pestanejar, o fato de as pessoas se vestirem como se tivessem acabado de sair de um brechó ou de um seriado dos anos 70. Há um certo ar de infância enclausurado nos olhares de todos os portoalegrenses, uma animação pré-disposta que sorri da piada no minuto em que começamos a contá-la. A testa franze e as sobrancelhas se erguem, abrindo a boca em claras boas vindas. Por mais firme que o cenho esteja cerrado, todo gaúcho parece disposto a agradar os estrangeiros, numa natural demonstração do orgulho que têm por sua cidade. E Porto Alegre, como qualquer cidade do interior paulista ou do Rio de Janeiro, não tem nada demais. Talvez isso a torne tão simpática - o fato de seus habitantes prezarem pela simplicidade local, que inclui sanduíches gigantescos, tortas de sorvete e cerveja Polar."

20.9.05

Dia dos Gaúchos

Demorou. O Marco foi o último a chegar. Mas começou bem. Conseguiu até emocionar. E me deu vontade de escrever, que é o que sei fazer nessas horas.

Olha, vocês sabem como eu sou: nunca dei muita bola pra essa gauchidade. Não como carne, só fui gostar de chimarrão depois de gostar de chá verde, só fui entender do que se tratava o tradicionalismo depois de ver entender que era tudo uma mentira inventada por dois sujeitos muito bacanas que conheci.

Eu sempre achei que vinha pra cá e só ia ver gaúchos no Natal, ou no máximo um de cada vez. Um dia a Denise, outro dia o Emi, às vezes sei lá quem.

Ontem fez três meses que eu vim pra cá. Hoje, três meses de trabalho -- não qualquer trabalho, e sim o trabalho que mais me deixa feliz na vida.

Aí eu olho em volta e tem gaúchos. Gaúchos por todos os lados e de todos os tipos -- tem até gente que tá virando gaúcha por afinidade, tomando mais chimas que eu, ganhando kit, comendo muffin da Barbarella e pedindo receita de cuca. A gente tem um blog que se chama como se chama, por deus. E a gente vai junto para Porto Alegre no dia 30, tomar chocolate no Z.

Esta pode não ser a vida com que eu sonhei, mas só porque eu teria que ser um Leonardo da Vinci pra imaginar uma vida tão legal. Porque a gente se fode, a gente chora, a gente pira, mas a gente tá junto e isso me faz muito, muito feliz.

É por isso que eu lembrei do último parágrafo de As Cidades Invisíveis, do Italo Calvino, que é um livro que eu sempre tenho que ter por perto. Não é por acaso que tenho pensado muito nele. É por vocês, por causa de vocês, porque fico feliz de estar com vocês:

"O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebe-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço."

A 2ª Revolução Farroupilha


Sou paulista, trabalho em uma agência paulista, fiquei puto quando o Grêmio ganhou do Corinthians na final da Copa do Brasil de 2001 e Porto Alegre pra mim sempre foi uma capital fria e distante. Até que um dia olhei ao meu redor, em um feriado qualquer, e reparei que eu estava em uma casinha até então desconhecida, que apesar de estar há cerca de 15 minutos da minha me fez parar pra pensar no que realmente essa cidade podia ser.

Surge aí a Vila Gaucha, um refugio dos paulistanos que precisam se desligar um pouco do dia a dia de São Paulo. Quem me escuta falar isso acha que a casinha é tranquila, mas não é nada disso. Só não dá pra descrever o que ela é. na verdade, só comecei a entender a sua magia quando conheci a magia de Porto Alegre, um lugar tão afudê que é capaz de te levar da paz absoluta do Z Café à loucura interminável do G Powers quase que imediatamente. Um lugar diferente, com um clima único e pessoas muito mais que especiais.

Desde que eu conheci Porto Alegre parece que pra onde eu olho aparece um gaucho, uma Polar ou um show do Wander Wildner (sim, o pai do Marcio Fritzen). Sábado passado, à noite, meu celular tocou 3 vezes em 10 minutos. A primeira ligação era da Cintia, a segunda do Pilla e a terceira do Nasi. Apenas como observação, eu estava a caminho do tal show do Wander Wildner que eu citei acima, onde encontrei com outros 2 gauchos além do Nasi. Quando percebi que mesmo sem nunca ter ouvido as músicas eu estava cantando a letra de uma música que falava sobre o DMLU, resolvi exorcisar e ligar para um paulista que anda sumido. Se o Paulinho Camossa não tivesse atendido enquanto eu tomava uma Original, eu teria acreditado que estava no Sul, depois de pegar uma carona com o Bugio.

A loucura é tão grande que outro dia a minha mãe entrou no meu quarto e disse: "liga na Globo que está passando uma matéria sobre um furacão lá em POA". Tá, eu não sou a pessoa mais equilibrada do mundo, então até acharia normal essa minha loucura. Mas quando olho pro lado e vejo que aqui na agência os paulistas normais adotaram o hábito do chimarrão como se fosse algo nascido com eles, desisto de tentar entender qualquer coisa. Então, vamos assumir o caos e a nossa dependência de Porto Alegre, comemorando com uma Polar gelada e dançando até o sol raiar. É a segunda revolução Farroupilha!

E POA que nos aguarde, dia 30 estaremos lá...

19.9.05

Bisnaguinhaaaaaaaaaaaaaaaa


A Vila Gaúcha apresenta sua equipe quase completa e mais alguns agregados, celebrando Sua Majestade, a bisnaguinha. Posted by Picasa

Em tempo

O Paulinho escreve tbm
(foi mal aí...)

Enquete:

Assinale a respoeta correta:
De quem é este Blog , afinal:

a) Cintia Gonçalves
b) Liane Santi
c) Marcio Fritzen
d) Marco Antônio Piza Filho
e) Paulo Camossa Júnior
f) Ricardo Pilla
g) Sabrina Guzzon
h) Eduardo Henschel


PQ SÓ O NASI ESCREVE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

17.9.05

Sob o signo dos peixes

Vejam bem: temos um layout novo -- que ainda precisa de uns ajustes. Mas já tem mais a cara da Casinha.


Depois eu que sou o abobadinho do celular... ;) Posted by Picasa

16.9.05


Vamos fazendo experi�ncia pro novo layout? Posted by Picasa

Chico Ferdinando

O título é excelente: You could have it so much better with Franz Ferdinand. Dá vontade de multiplicar o "o" -- You could have it soooooooooooooo much better with Franz Ferdinand.

A gente amou uma das músicas: You're the reason I'm leaving -- eu ouvi o dia todo, grudei ela na cabeça, enchi o saco de quem tava em volta. E o mais incrível é a sensação que ela causa. Parece que tu já ouviu ela. Desde sempre.

AS PAREDES MAIS LEGAIS QUE EU JÁ VI NA VIDA


Mais um reforcinho pra dar vontade de ir no Berlin. Bizarro e divertido...

Eu tou dizendo

Bora pro Berlin, o bar com as paredes mais lindas da cidade? Que que eu faço para convencê-los?

Será que isso ajuda?

15.9.05

Bátima

O Marco, que ainda não está entre nós, me mostrou outro dia o filme do Bátima.

Putaqueopariu, Robin, é uma obra-prima.

E agora saiu no site da Herói
uma matéria sobre o filme, que é um referencial artístico da Vila Gaúcha.

Slogan

Repico aqui a Adidas, avistada tantas vezes nestas madrugas:

IMPOSSIBLE IS NOTHING.

ai, que diazinho difííííííçil, rapá!!!!

credo.
e tem gente por aí que ainda acorda abraçado em um pacote de pringles.

Psssst

F. nos contou o que significado da versão em inglês da expressão COMEDOR DE CARPETES. Eu não sabia. Até diria que não é ruim, mas que pode pegar mal pras moças.

13.9.05


Nós temos uma banda. Somos Los Racionales Irracionales. Nos apresentamos toda terça-feira em um bar de sinuca na Lapa. Posted by Picasa

Confissões de um comedor de carpete

O controle -- que era o que me restava, e só o que me restava -- foi-se embora no momento exato em que senti aquele cheiro.

Eu fora um menino de posses e amores lá na Estância do Porto Alegre. Quando vim pra cá, vim com as roupas, os livros e plantei as flores. Mas as roupas não são nossas -- são dos outros, que nos fazem vesti-las para se protegerem de nós mesmos. Os livros e as flores nos pedem tempo -- de lê-los, de regá-los.

O tempo me permitia usar o litrão de água Petrópolis para molhar os gerânios pendentes na floreira, que ficava defronte do par de poltronas em que eu lia (atirado numa, apoiava os pés na outra).

Mas o carpete, com seu cheiro viciante de cola, me tirou o tempo. Passei a me dedicar a ele, só a ele, com o zelo de uma empregadinha de Balzac. Com coração simples, primeiro rondava-o, sentindo seu cheiro, que me entrava pelas narinas, mas me provocava uma sensação intensa que rasagava a garganta. Quanto mais cheirava, mais intensa a relação -- acordava eu no dia seguinte com a sensação de ter engolido um texugo. Ou um guaxinim.


Até o dia em que não bastou cheirá-lo. Tive que mordê-lo. E então senti os pedacinhos de terra na boca, o pó grudando nos lábios, uma comichão no nariz causada pelos ácaros.

Foi assim que meu vício começou.

(fim pro primeiro capítulo)

O passeio feliz do Emi

Atenção para o roteiro: W - Alto do Mandaqui - Casa Verde - Estrada do Campo Limpo - W

Limites

Aqui está a prova de que é possível superar nossos limites. Entrei no blog. hehehe

E eu acho que a cabeça de saco de papel é a Li. (é assim que funciona.. a gente tem que escrever tudo que é bobagem aqui mesmo.. ?)

Paperhead


Ganha um rancho do Zaffari quem adivinhar qual morador da Vila Gaúcha encarnou Paperhead na festa de ontem.

Motivação

Seguinte, moleque: se for pra ser jogador de futebol, que seja pra jogar no Milan ou no Real Madrid. Aí tudo bem, você me leva pra morar com você. Porque se for pra ser jogador do Bragantino, do Novorizontino, do Barbarense, a gente acaba agora mesmo com essa bobagem e te coloco pra trabalhar no supermercado.

(Conversa entre uma mãe e o seu filho de chuteira e caneleira num ponto de ônibus da Cachoeira de Emas, sábado passado. Pirassununga é uma cidade legal.)

NOTA INCRÍVEL DO DIA

" o bugiu sai hj daqui 20h. confirmado"

- Sabrina, ao deixar claro que é hoje ou nunca.

E AGORA, JOSÉ?

Êba!

Ôba! O mais legal de ter um blog coletivo é poder escrever nele. E mudar de cor, de fonte, de opinião, de humor. Estranho a gente ficar falando com a tela do computador, já que por e-mail é bem mais fácil. Mas que é divertido, ah, isso é.

12.9.05

Vocês pediram um blog. Vocês têm um blog.

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